QUAL O VALOR DE UMA VIDA?
- Branca Martins

- 9 de ago. de 2020
- 2 min de leitura
Tive uma amiga com quem tinha um relacionamento tão antigo e confiável que eu costumava brincar, dizendo que, mesmo seu eu matasse seus irmãos, ainda assim ela me amaria, pois me entenderia e me aceitaria.
Questionei-me: Será que o amor verdadeiro deveria ter essa aceitação, a ponto de, mesmo sendo ferido, magoado, ofendido, (mesmo assim) entender, perdoar, aceitar, não sentir sua identidade agredida e nem se pronunciar a respeito?
Com certeza minha amiga não teve isso por mim, porque, por muito menos, ela se afastou e nunca mais soube dela.
Outro dia fui convidada para um encontro na casa de uns amigos. Pessoas queridas e muito agradáveis estavam fazendo um churrasco.
Ainda questionando sobre quanto o amor verdadeiro aceita tudo, imaginei Francisco de Assis naquela situação.
Será que as pessoas o convidavam para jantar em suas casas? Será que matavam seus irmãos bois, porcos, carneiros, aves e os serviam como alimento? Como será que se sentia? Será que também ele comia? Será que o amor que ele tinha por alguns seres irmãos era maior do que o amor que ele tinha por outros? Será que ele acreditava que algumas vidas valem menos que outras? Como será que ele pesava o valor de uma vida?
Fazendo esse questionamento, fico ouvindo todas as variadas explicações armazenadas em minha mente a respeito do assunto. Sendo que eu mudei tanto e já pensei de formas tão diferentes, hoje prefiro só escutar Francisco chamando de irmãos tudo e todos.
Quem sabe um dia eu mergulhe em meu coração e nele encontre uma forma de viver fraternalmente com tudo e com todos, apesar dos limites humanos, sem mais me questionar: "Qual o valor de uma vida?"




compreendia
Francisco comprendia a não evolução daqueles que não sentia e valorizava a Natureza . Sabedoria.
Francisco a todos e a tudo tratava com Respeito e amor fraterno.Bondade.